Nutrição e Câncer
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Nutrição e Câncer

By Jason Fung, M.D.

O que causa câncer? Em 2015, pesquisadores atualizaram o estudo histórico de 1981 do Escritório de Avaliação de Tecnologia do Congresso dos Estados Unidos, observando que as estimativas originais valeriam [aproximadamente] por 35 anos“.

Com 35% do risco atribuível, o tabaco foi o maior contribuinte individual para o câncer. Mas logo atrás, já estava nossa dieta, que os pesquisadores estimaram que contribuia com 30-60% do risco. Geralmente aceita como verdadeira, uma pergunta muito mais ousada seria: “Que parte da dieta contribui para o risco de câncer?”

Por Jason Fung, M.D., Co-fundador de The Fasting Method. Traduzido por Maira Soliani, M.D/ PhD.

Fibra

O lendário cirurgião irlandês Denis Burkitt observou em 1973 que muitas doenças características da civilização ocidental moderna estavam visivelmente ausentes na África rural onde ele trabalhou. Câncer, especificamente câncer colorretal, era uma dessas doenças. Burkitt formulou a hipótese de que a dieta era o principal fator de diferenciação e, especificamente, a fibra. A dieta tradicional africana continha muita fibra: muita. Isso aumentava as quantidade de fezes, levando a evacuações frequentes e de grande volume. Grandes pilhas exuberantes de cocô. Não as medíocres fezes de coelho dos expatriados europeus. Talvez o movimento regular das fezes tenha limpado o trato intestinal, evitando a decomposição e a putrefação de alimentos dentro do cólon, que poderiam ser cancerígenos. O alto volume de fezes significava evacuações frequentes de “limpeza”. Comer mais fibras foi entusiasticamente defendido como uma maneira fácil de melhorar a saúde e reduzir o câncer. Dos anos 1970 até o início dos anos 2000, as pessoas comeram mais “forragem” com a esperança de prevenir o câncer. Mas esses esforços foram em grande parte inúteis.

Em meados da década de 1990, estudos estabeleceram que comer mais fibra dietética desempenhou pouco ou nenhum papel na redução do risco de câncer de cólon. O Nurse’s Health Study, com mais de 88.000 mulheres com mais de 16 anos de seguimento, descobriu que as mulheres que comeram mais fibras tinham o mesmo risco de câncer do que as que comeram menos. Outros estudos foram igualmente desanimadores. O Toronto Polyp Prevention Group , o Australian Polyp Prevention Project e um ensaio clínico randomizado publicado no ano 2000 no New England Journal of Medicine, todos confirmaram que uma dieta rica em fibras não reduziu o câncer.

Gordura dietética

O próximo suspeito era a gordura da dieta, principalmente as gorduras saturadas. Não havia razão real para suspeitar que a gordura na dieta devesse causar câncer. Afinal, os humanos sempre ingeriram gorduras, incluindo gorduras saturadas, como gorduras animais (por exemplo, carne, laticínios) e gorduras vegetais (por exemplo, óleo de coco, azeite de oliva) por milênios.

Ninguém tinha ideia de como a gordura na dieta causava câncer. Curiosamente, houve poucas observações sugerindo que as pessoas que comiam muita gordura tinham muito câncer. Os inuits comiam muita gordura animal de baleia e de foca, e os habitantes das ilhas do Pacífico Sul comiam muitos cocos cheios de óleo de coco, uma gordura altamente saturada. Ambas as populações desfrutaram de baixas taxas de câncer, apesar de comerem muita gordura por séculos, e os vegetarianos da Índia, que comem dietas com muito pouca gordura, basicamente apenas grãos, não estão livres do câncer. Mas isso realmente não importava, porque dos anos 1970 aos anos 2000, todo o mundo científico havia entrado no movimento “gordura é ruim”, então eles logicamente concluíram que provavelmente também causava câncer. Quem precisa de prova se você acredita em um dogma? Culpar a gordura na dieta por tudo o que é ruim era o nome do jogo. Então, continue jogando!

A Women’s Health Initiative selecionou mulheres aleatoriamente para uma dieta com baixo teor de gordura e mediu o risco de câncer de mama e cólon . Infelizmente, em ambos os casos, uma dieta com baixo teor de gordura falhou em prevenir ou reduzir esses cânceres. Qual foi a próxima?

Deficiência de vitamina?

O pensamento seguinte foi que talvez o câncer fosse devido a alguma deficiência de vitamina, assim como o escorbuto era uma doença com pouca vitamina C. O primeiro foi a vitamina A e seu precursor beta-caroteno. Em um ensaio controlado de 1996 , os participantes receberam suplementos aleatoriamente para ver se isso preveniria o câncer de pulmão. Infelizmente, os resultados não foram bons. O grupo que tomou suplementos de vitamina A não teve menos câncer, mas sim mais câncer.

Em seguida veio a vitamina B. Vários estudos foram feitos e, quando os resultados foram analisados, mais uma vez os resultados não foram bons. Aqueles que tomaram mais vitamina B não tiveram menos câncer, eles tiveram mais câncer.

Os mesmos resultados decepcionantes foram observados com a vitamina C, sem evidências de diminuição do câncer. No entanto, pelo menos aqui, não havia indicação de aumento do câncer. Uma metanálise de todos os estudos randomizados feitos com suplementos de vitamina C não mostrou nenhum benefício geral.

Mais recentemente, havia grandes esperanças de que os suplementos de vitamina D diminuíssem o risco de câncer. Infelizmente, estudos recentes também não mostram nenhuma redução nas taxas de câncer com a vitamina do sol.

Próximo? O potente antioxidante vitamina E, que também falhou na prevenção de doenças cardíacas. Infelizmente, os suplementos de vitamina E não reduziram o risco de câncer.

Dieta e Câncer

Assim, após anos de pesquisas médicas intensas e caras, ficamos com algumas conclusões totalmente insatisfatórias.

  • A dieta desempenha um grande papel no câncer
  • A falta de fibra não causa câncer.
  • O excesso de gordura na dieta não causa câncer
  • A deficiência de vitamina não causa câncer.

Embora vagas, essas conclusões importantes custaram literalmente décadas de tempo de pesquisa e milhões de dólares. Mas uma questão extremamente importante permanece sem resposta aqui. Se todos esses fatores dietéticos não causaram câncer, o que causou? A resposta não se tornaria aparente até meados dos anos 2000.

Obesidade e Câncer

O Cancer Prevention Study II , um grande estudo de coorte prospectivo, começou em 1982. Esse enorme empreendimento científico exigiu 77.000 voluntários simplesmente para inscrever todos os participantes, que totalizavam mais de 1 milhão. Os participantes (idade média: cinquenta e sete) eram saudáveis ​​e não apresentavam câncer detectável no início do estudo. A cada dois anos, eles eram rastreados para ver quem havia morrido e por quê.   Em 2003, os dados chegaram a uma conclusão nova e de revirar o estômago: a obesidade, já um fator de risco conhecido para diabetes, doenças cardíacas e derrame, também aumentou significativamente o risco de câncer.

Nem todos os cânceres estão relacionados à obesidade. O câncer de pulmão, por exemplo, é em grande parte causado pela fumaça do tabaco, e se você está acima do peso ou não, faz pouca diferença no risco de câncer de pulmão. No entanto, vários outros cânceres foram fortemente influenciados pela obesidade, incluindo os cânceres muito comuns de mama e colorretal.

Atualmente a Organização Mundial de Saúde lista pelo menos 13 tipos diferentes de câncer como relacionados à obesidade, com vários outros que são sugestivos. O reconhecimento de que a obesidade desempenha um grande papel na causa do câncer é, ao mesmo tempo, uma boa e uma má notícia.

A má notícia é que a epidemia de obesidade que atualmente está aumentando em todo o mundo deu poucos sinais de que está diminuindo. A boa notícia é que, se pudermos fornecer estratégias razoáveis ​​para atingir um peso normal, podemos reduzir o risco desses cânceres que estão causando tanto sofrimento . O jejum intermitente é uma estratégia antiga que pode ter encontrado seu tempo. Leia mais no novo livro, The Cancer Code.

Para mais informações, veja The Cancer Code

Saiba mais sobre o chá de jejum Pique.

Confira “O Método do Jejum” (The Fasting Method) para obter a educação e o suporte necessários para começar a jejuar.


Jason Fung, M.D.
By Jason Fung, M.D.

Jason Fung, M.D., is a Toronto-based nephrologist (kidney specialist) and a world leading expert in intermittent fasting and low-carb diets.

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